
Juventude trentina22/08/2008 - Alunos de países em desenvolvimento terão mestrado exclusivo na União Européia
Deverão ser destinadas cem bolsas para o Brasil, de 1,5 mil Euros por mês, durante dois anos
A União Européia trabalha no desenvolvimento de um programa de pós-graduação, em nível de mestrado, exclusivo aos países em desenvolvimento. A informação foi transmitida pelo presidente do Consulado da UE, Christian Burgsmüller, durante visita de cortesia ao reitor Álvaro Prata, da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. O projeto deve ficar pronto no ano que vem.
O curso terá duração de dois anos em sistema sandwich, onde o estudante permanece um ano num país e, posteriormente, conclui o curso em outro. Burgsmüller informou que a idéia é fazer com que o estudante tenha opiniões diferentes a respeito dos mesmos temas estudados. “Isso é comum em alguns países, como Alemanha, Portugal e Espanha”, salientou o cônsul, observando que dessa forma as pessoas terão as cabeças mais abertas às diversas opiniões sobre os assuntos tratados.
No Brasil, a seleção de candidatos deverá ser feita sob orientação do Ministério da Educação, que pretende dar um tom regional à escolha dos alunos. Na opinião do cônsul, essa é uma medida interessante porque evita que universidades conhecidas no exterior, como USP, Viçosa e outras, obtenham o maior número de alunos aceitos pelas universidades européias envolvidas no projeto. A forma como o Ministério está planejando vai contemplar universidades pequenas de regiões menos desenvolvidas, disse Burgsmüller.
Para isso, a União Européia vai distribuir duas mil bolsas, sendo que o Brasil vai ficar com cem. O valor de cada bolsa é de 1,5 mil Euros por mês durante dois anos. O reitor da UFSC, Álvaro Prata, mostrou-se entusiasmado com a idéia. Ele espera que a Universidade Federal de Santa Catarina possa contar com pelo menos 15 a 20 dessas vagas. A instituição pretende criar um mecanismo para avaliar o beneficiado logo após seu retorno, e verificar onde ele poderá contribuir na universidade. Para ele, cada estudante é representante da instituição. “Espero que ela seja bem representada”, disse.
Redação revista eletrônica Oriundi - www.oriundi.net